quarta-feira, 30 de junho de 2010

Como Um Anjo Caído



Quem aprecia tênis sabe o quão mágico é assistir a um jogo do suiço Roger Federer. Um mito. Um mostro consagrado que faz da arte de jogar tênis algo que parece ser facílimo aos olhos comuns de pessoas comuns como nós. Porém, o que vem acontecendo atualmente nos chama a atenção para o que pode ser o fim de uma era. O fim do ciclo de um dos maiores nomes do esporte mundial de toda a história moderna. Federer parece cansado e sem confiança para executar seus principais golpes. Seus últimos jogos vêm se transformando em fortíssimos testes para cardíacos. Foi assim em Roland Garros no mês de maio, quando perdeu o posto de número 1 para o igualmente brilhante Rafael Nadal. E acabou da mesma maneira hoje, em quadra britânicas. O torneio de Wimbledon chegou ao fim para o tenista depois de um belo jogo contra o ótimo Thomas Berdych, da República Tcheca. Mais uma vez o atual número 2 se mostrou apático em alguns momentos, mas ainda nos brindou com seus voleios inesquecíveis.


É claro que essas derrotas não apagarão tudo o que Roger Federer fez para o tênis mundial. O tenista se mostrou praticamente imbatível desde 2003 e por isso ganhou a admiração desse que escreve. Fica a torcida para que o que foi dito no início desse texto não se concretize, Que a "Era Federer" ainda dê bons frutos. Mas se por ventura isso vier acontecer fica na memória a grandiosidade de Federer.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Pra Começar

Mas são esses os jogadores que irão defender a seleção na copa?
Falta esse, falta aquele...Não concordo com fulano...Esse aí então, só pode ser amigo do chefe do patrão da CBF...
Os discursos foram os mesmos que se repetem de quatro em quatro anos. Não se renovam. E o que também não se renova é a paciência do torcedor brasileiro, mal acostumado a ter geração de bons jogadores infinitas, a não sofrer de escassez de craques e ótimos atletas que estão sempre brilhando nos maiores clubes da Europa. No entanto, para o Mundial da África, que está rolando desde o último dia 11 de junho, e me incluo nessa massa, grande parte da torcida brasileira não levava fé nos 23 escolhidos pelo técnico Dunga. Optou por confiar na base, no comprometimento e na lealdade. Ignorou apelos populares e da imprensa pelos craques emergentes Neymar e Paulo Henrique Ganso e pelo estrelado Ronaldinho Gaúcho. Escolheu seus jogadores e de peito aberto suportou e escutou todas as críticas possíveis. E foi só a bola rolar para que as críticas ficaram na memória. Nossa paixão pelo futebol e a emoção de ver a seleção brasileira e a camisa canarinho em campo falam mais alto.
E hoje, 28 de junho de 2010, apesar de não concordam com mais da metade das atitudes e das escalações do treinador, admito que nossa seleção é letal. Mortal. Impiedosa. Sempre pronta para o bote mortal, como uma terrível serpente. Futebol extremamente competitivo. Se faltam habilidade, drible e magia, sobram dedicação tática, vontade e rapidez naquilo que o time tem de melhor na "Era Dunga": um contra-ataque nunca antes visto na seleção.
Vitória tranquila contra o Chile, que até tem um time bom, com jogadores rápidos e habilidosos, mas que caiu como um pato na armadilha brasileira.
Agora é a Holanda, para reviver 74, 94 e 98. Emoção a vista. Mas isso fica pra amanhã.
Faltam 3 para o Hexa!