domingo, 11 de julho de 2010

A Concert Of Blinding Lights


Quem tiver a oportunidade de conferir o registro do novo show da banda irlandesa U2, aqui vai o meu conselho: assistam!

Um palco monstruso que se ergue por metros e toca o chão como se fosse uma enorme aranha de quatro patas, sem fundo, literalmente permitindo a visão do show em 360 graus. Luzes ofuscantes, brilho, movimento constante. E música. Da melhor qualidade. Poucas vezes na história se viu um grupo contagiar quase 100 mil pessoas que deixaram o Estádio Rose Bowl (aquele mesmo da final da Copa de 94 entre Brasil e Itália, do inesquecível pênalti perdido pelo italiano Roberto Baggio) em puro êxtase por mais de 2 horas.

A verdade é que só uma banda como a formada pelos irlandeses Lary Mullen Jr. na bateria, Adam Clayton no baixo, The Edge na sua inconfundível guitarra e Bono Vox, um ícone, consegue montar um repertório diferente a cada turnê. Do show da última tour, Vertigo, que passou pelo Brasil em fevereiro de 2006 em São Paulo, no estádio do Morumbi, poucas canções sobraram. O atual setlist é variado, com músicas do novo álbum (No Line On The Horizon) e sucessos, com canções inesquecíveis como Sunday Bloody Sunday, I Still Haven't Found What I'm Looking For e Beautiful Day, e outras música que pouco vinham aparecendo no repertório da banda, como The Unforgettable Fire, In A Little While e Mlk. Poucas bandas no mundo conseguem essa variedade sem deixar cair o nível e a sonoridade.

Rumores existem, e começaram a ficar mais fortes, de que essa turnê venha para a América Latina no início de 2011. Mais precisamente em março. A ideia inicial é realizar quatro shows em território brasileiro, sendo três na cidade de São Paulo e um no Rio de Janeiro. Vale a torcida dos milhares de fãs brasileiros para que isso aconteça.

Segue abaixo um pequeno aperitivo. Curtam e fiquem na expectativa!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Fracasso Anunciado

O que vimos na última sexta feira na África do Sul durante a última apresentação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2010 apenas serviu para que comprovássemos teorias e ideias que já eram tidas como certas desde a convocação final, feita no dia 11 de maio. A infelicidade foi que, toda e qualquer fraqueza que esse grupo poderia apresentar veio à tona justamente em um jogo extremamente decisivo e eliminatório, contra o bom time da Holanda, comandada por Sneijder e Robben.
Primeiro, e o que chamou mais a atenção nunca passaria pel cabeça de nenhum amante do futebol ou jornalista. A maneira como o time voltou do vestiário e o destempero mostrado durante todo o jogo, mas que ficou muito mais evidente após o primeiro gol holandês são coisas que não têm uma explicação concreta. Um grupo formado por jogadores acostumados a decisões no futebol europeu, e alguns até com uma ou duas copas no currículo não eram pra se comportar daquela maneira.
Outro ponto batido por críticos e por qualquer um que entende apenas um pouco de futebol foi a falta de opção desse time. Olha pro banco e não ver ninguém que poderia entrar e mudar a história da partida já era previsto.
E o principal, talvez não pelo futebol apresentado, mas principalmente pelo descontrole: Felipe Melo. Não é a minha intenção achar culpados ou um "bode expiatório" para o fracasso, até porque ganham todos e perdem todos. Mas o que não se pode aceitar é a irresponsabilidade de um jogador que não honra o escudo que carrega no peito. Todos sabia que um momento de descontrole aconteceria, e aconteceu.
Não vou discutir aqui o comportamento e o papel de Dunga, pois os fatos estão aí. Não é preciso dizer, escrever ou fazer mais nada. Resta mais uma lição dessa copa a ser aprendida para a próxima que será astronoicamente bem mais complicada. Jogaremos em casa. Responsabilidade gigante. Quatro anos pra preparar, e bem, um grupo que pode fazer história. Com sucesso. Ou um novo fracasso