O que vimos na última sexta feira na África do Sul durante a última apresentação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2010 apenas serviu para que comprovássemos teorias e ideias que já eram tidas como certas desde a convocação final, feita no dia 11 de maio. A infelicidade foi que, toda e qualquer fraqueza que esse grupo poderia apresentar veio à tona justamente em um jogo extremamente decisivo e eliminatório, contra o bom time da Holanda, comandada por Sneijder e Robben.
Primeiro, e o que chamou mais a atenção nunca passaria pel cabeça de nenhum amante do futebol ou jornalista. A maneira como o time voltou do vestiário e o destempero mostrado durante todo o jogo, mas que ficou muito mais evidente após o primeiro gol holandês são coisas que não têm uma explicação concreta. Um grupo formado por jogadores acostumados a decisões no futebol europeu, e alguns até com uma ou duas copas no currículo não eram pra se comportar daquela maneira.
Outro ponto batido por críticos e por qualquer um que entende apenas um pouco de futebol foi a falta de opção desse time. Olha pro banco e não ver ninguém que poderia entrar e mudar a história da partida já era previsto.
E o principal, talvez não pelo futebol apresentado, mas principalmente pelo descontrole: Felipe Melo. Não é a minha intenção achar culpados ou um "bode expiatório" para o fracasso, até porque ganham todos e perdem todos. Mas o que não se pode aceitar é a irresponsabilidade de um jogador que não honra o escudo que carrega no peito. Todos sabia que um momento de descontrole aconteceria, e aconteceu.
Não vou discutir aqui o comportamento e o papel de Dunga, pois os fatos estão aí. Não é preciso dizer, escrever ou fazer mais nada. Resta mais uma lição dessa copa a ser aprendida para a próxima que será astronoicamente bem mais complicada. Jogaremos em casa. Responsabilidade gigante. Quatro anos pra preparar, e bem, um grupo que pode fazer história. Com sucesso. Ou um novo fracasso
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