quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Músicas, cinema e o bom e velho prato caseiro

Como prometido, começou a saga de um cinéfilo em busca da lista perfeita. Sim, a lista citada no post anterior de 350 filmes está começando, e minhas impressões aqui também. Resolvi iniciar essa aventura com dois pratos de recheios bem diferentes.
O primeiro recheio já atrai só de ouvir. Confesso que musicais nunca foram o meu ponto forte no que diz respeito a cinema, mas quando se lê que um filme é composto por mais de 50 músicas dos beatles, a história muda. E é esse o ponto principal de Across the Universe, filme do ano de 2009 que traz uma história toda contada ao som de músicas da banda britânica de Liverpool. Mas, e sempre tem um "mas" em musicais, a história muitas vezes deixa o telespectador confuso, com inúmeros links entre passado e futuro, e entre personagens diferentes com algo em comum. Esses dois ingredientes são bons em qualquer filme, mas Across the Universe peca pelo exagero. O lado que compensa, e muito as quase duas horas de duração são as canções que todo mundo já ouviu uma vez na vida com versões diferentes e interessantes. Destaque para as músicas All My Loving, Let It Be e, claro, a canção que dá nome ao filme.
No entanto, o ápice do filme (e aqui sou suspeito em falar) é quando o vocalista da banda U2, Bono Vox, entra em cena. No corpo de uma espécie de "messias"de nome Mr. Robert, Bono solta a voz na canção I Am The Walrus, e a transforma em uma versão inesquecível.






O outro filme da lista a ser encarado nessa semana de natal foi o badalado Tropa de Elite, que retrata o dia-a-dia do Batalhão de Operações Especiais, o BOPE, no combate ao crime e ao tráfico de na cidade do Rio de Janeiro. O papel central da trama fica a cargo do ótimo Wagner Moura, que deu vida a um dos personagens que irão entrar para a história do cinema nacional: Capitão Nascimento. Seus jeitos, bordões e atitudes são as características mais marcantes do filme, que nesse ano de 2010 ganhou continuação e, justiça seja feita, um dos melhores filmes do ano.

Entre as músicas e um bom filme, nesse primeiro round de filmes da famosa lista fico com o bom e velho prato da casa, o cinema nacional de muita qualidade!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

It's good to be back

É, a vida e todos os acontecimentos que dela fazem parte nos tomam muito tempo. Mais tempo do que aquele que desejamos, o que nos leva à conclusão de que cada vez mais menos tempo nos sobra para as coisas que nos fazem bem. Ler um bom livro, ouvir um bom cd recheado de músicas empolgantes, ou até mesmo assistir a um bom filme são atividades que ficam em segundo plano quando se tem deveres como um trabalho diário e uma faculdade repleta de professores que pensam a única disciplina existente é a deles. Mas tudo nessa vida é um ciclo. 365 dias é a representação mais fiel desse ciclo. Um ano voa perante os olhos, um ano parece um dia. Em um instante estamos cheios de esperança e fazendo promessas para um ano que irá começar. Em outro instante essas esperanças estão sendo renovadas, as promessas idem (algumas se repetem, claro), tudo porque outro ano bate à porta.
Mas deixando de lado toda a filosofia de "entra ano e sai ano", é bom escrever de volta. E escrevo agora com um compromisso. Estava vagando pela net, cinéfilo que sou, e achei muito interessante uma lista divulgada pelo site www.cinepop.com.br. Amantes de cinema já conhecem esse site há tempo, e já sabem que hora ou outra o pessoal lá revela listas do tipo "10 melhores cenas de ação", ou então "as frases mais marcantes de todos os tempos em filmes". Pois bem, essa semana me deparei com um "pequena" lista de 350 dicas de filmes. Tem para todos os gostos. Tem para todas as idades. E é aqui que minha missão começa. Faço questão de assumir um compromisso e passar por cada um dos 350 filmes lstados, e aqui postar impressões, curiosidades e opiniões sobre cada um deles. Será que consigo? Quanto tempo levarei? Se conseguir assistir um filme por dia será aproximadamente um ano de pipoca e postagem!
Acho que vai valer a pena. Alguns filmes (a maioria) já tive a oportunidade de assistir. Mas rever não custa. E para começar dois estilos bem distintos. Um nacional, o histórico Tropa de Elite com a atuação impagável de Wagner Moura como o Capitão Nascimento. O outro é um musical inspirado em músicas dos Beatles, e que conta com a participação especial de Bono Vox, vocalita da banda U2, que estará no Brasil ano que vem para três shows (09, 10 e 13 de abril, em São Paulo).
Amanhã conto como foi a primeira noite de cinema. Come with me and, again, it's good to be back!
P.S. Para quem quiser conferir a lista de filmes na íntegra, segue link:

domingo, 11 de julho de 2010

A Concert Of Blinding Lights


Quem tiver a oportunidade de conferir o registro do novo show da banda irlandesa U2, aqui vai o meu conselho: assistam!

Um palco monstruso que se ergue por metros e toca o chão como se fosse uma enorme aranha de quatro patas, sem fundo, literalmente permitindo a visão do show em 360 graus. Luzes ofuscantes, brilho, movimento constante. E música. Da melhor qualidade. Poucas vezes na história se viu um grupo contagiar quase 100 mil pessoas que deixaram o Estádio Rose Bowl (aquele mesmo da final da Copa de 94 entre Brasil e Itália, do inesquecível pênalti perdido pelo italiano Roberto Baggio) em puro êxtase por mais de 2 horas.

A verdade é que só uma banda como a formada pelos irlandeses Lary Mullen Jr. na bateria, Adam Clayton no baixo, The Edge na sua inconfundível guitarra e Bono Vox, um ícone, consegue montar um repertório diferente a cada turnê. Do show da última tour, Vertigo, que passou pelo Brasil em fevereiro de 2006 em São Paulo, no estádio do Morumbi, poucas canções sobraram. O atual setlist é variado, com músicas do novo álbum (No Line On The Horizon) e sucessos, com canções inesquecíveis como Sunday Bloody Sunday, I Still Haven't Found What I'm Looking For e Beautiful Day, e outras música que pouco vinham aparecendo no repertório da banda, como The Unforgettable Fire, In A Little While e Mlk. Poucas bandas no mundo conseguem essa variedade sem deixar cair o nível e a sonoridade.

Rumores existem, e começaram a ficar mais fortes, de que essa turnê venha para a América Latina no início de 2011. Mais precisamente em março. A ideia inicial é realizar quatro shows em território brasileiro, sendo três na cidade de São Paulo e um no Rio de Janeiro. Vale a torcida dos milhares de fãs brasileiros para que isso aconteça.

Segue abaixo um pequeno aperitivo. Curtam e fiquem na expectativa!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Fracasso Anunciado

O que vimos na última sexta feira na África do Sul durante a última apresentação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2010 apenas serviu para que comprovássemos teorias e ideias que já eram tidas como certas desde a convocação final, feita no dia 11 de maio. A infelicidade foi que, toda e qualquer fraqueza que esse grupo poderia apresentar veio à tona justamente em um jogo extremamente decisivo e eliminatório, contra o bom time da Holanda, comandada por Sneijder e Robben.
Primeiro, e o que chamou mais a atenção nunca passaria pel cabeça de nenhum amante do futebol ou jornalista. A maneira como o time voltou do vestiário e o destempero mostrado durante todo o jogo, mas que ficou muito mais evidente após o primeiro gol holandês são coisas que não têm uma explicação concreta. Um grupo formado por jogadores acostumados a decisões no futebol europeu, e alguns até com uma ou duas copas no currículo não eram pra se comportar daquela maneira.
Outro ponto batido por críticos e por qualquer um que entende apenas um pouco de futebol foi a falta de opção desse time. Olha pro banco e não ver ninguém que poderia entrar e mudar a história da partida já era previsto.
E o principal, talvez não pelo futebol apresentado, mas principalmente pelo descontrole: Felipe Melo. Não é a minha intenção achar culpados ou um "bode expiatório" para o fracasso, até porque ganham todos e perdem todos. Mas o que não se pode aceitar é a irresponsabilidade de um jogador que não honra o escudo que carrega no peito. Todos sabia que um momento de descontrole aconteceria, e aconteceu.
Não vou discutir aqui o comportamento e o papel de Dunga, pois os fatos estão aí. Não é preciso dizer, escrever ou fazer mais nada. Resta mais uma lição dessa copa a ser aprendida para a próxima que será astronoicamente bem mais complicada. Jogaremos em casa. Responsabilidade gigante. Quatro anos pra preparar, e bem, um grupo que pode fazer história. Com sucesso. Ou um novo fracasso

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Como Um Anjo Caído



Quem aprecia tênis sabe o quão mágico é assistir a um jogo do suiço Roger Federer. Um mito. Um mostro consagrado que faz da arte de jogar tênis algo que parece ser facílimo aos olhos comuns de pessoas comuns como nós. Porém, o que vem acontecendo atualmente nos chama a atenção para o que pode ser o fim de uma era. O fim do ciclo de um dos maiores nomes do esporte mundial de toda a história moderna. Federer parece cansado e sem confiança para executar seus principais golpes. Seus últimos jogos vêm se transformando em fortíssimos testes para cardíacos. Foi assim em Roland Garros no mês de maio, quando perdeu o posto de número 1 para o igualmente brilhante Rafael Nadal. E acabou da mesma maneira hoje, em quadra britânicas. O torneio de Wimbledon chegou ao fim para o tenista depois de um belo jogo contra o ótimo Thomas Berdych, da República Tcheca. Mais uma vez o atual número 2 se mostrou apático em alguns momentos, mas ainda nos brindou com seus voleios inesquecíveis.


É claro que essas derrotas não apagarão tudo o que Roger Federer fez para o tênis mundial. O tenista se mostrou praticamente imbatível desde 2003 e por isso ganhou a admiração desse que escreve. Fica a torcida para que o que foi dito no início desse texto não se concretize, Que a "Era Federer" ainda dê bons frutos. Mas se por ventura isso vier acontecer fica na memória a grandiosidade de Federer.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Pra Começar

Mas são esses os jogadores que irão defender a seleção na copa?
Falta esse, falta aquele...Não concordo com fulano...Esse aí então, só pode ser amigo do chefe do patrão da CBF...
Os discursos foram os mesmos que se repetem de quatro em quatro anos. Não se renovam. E o que também não se renova é a paciência do torcedor brasileiro, mal acostumado a ter geração de bons jogadores infinitas, a não sofrer de escassez de craques e ótimos atletas que estão sempre brilhando nos maiores clubes da Europa. No entanto, para o Mundial da África, que está rolando desde o último dia 11 de junho, e me incluo nessa massa, grande parte da torcida brasileira não levava fé nos 23 escolhidos pelo técnico Dunga. Optou por confiar na base, no comprometimento e na lealdade. Ignorou apelos populares e da imprensa pelos craques emergentes Neymar e Paulo Henrique Ganso e pelo estrelado Ronaldinho Gaúcho. Escolheu seus jogadores e de peito aberto suportou e escutou todas as críticas possíveis. E foi só a bola rolar para que as críticas ficaram na memória. Nossa paixão pelo futebol e a emoção de ver a seleção brasileira e a camisa canarinho em campo falam mais alto.
E hoje, 28 de junho de 2010, apesar de não concordam com mais da metade das atitudes e das escalações do treinador, admito que nossa seleção é letal. Mortal. Impiedosa. Sempre pronta para o bote mortal, como uma terrível serpente. Futebol extremamente competitivo. Se faltam habilidade, drible e magia, sobram dedicação tática, vontade e rapidez naquilo que o time tem de melhor na "Era Dunga": um contra-ataque nunca antes visto na seleção.
Vitória tranquila contra o Chile, que até tem um time bom, com jogadores rápidos e habilidosos, mas que caiu como um pato na armadilha brasileira.
Agora é a Holanda, para reviver 74, 94 e 98. Emoção a vista. Mas isso fica pra amanhã.
Faltam 3 para o Hexa!